terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Há alguns filmes que estão agora nas salas de cinema que eu, na minha modesta sapiência da sétima arte, recomendo:

Os gatos não têm vertigens: Comecemos pelo filme português. Sei bem as reticências que toda a gente tem ao cinema português. Eu também as tenho. A Gaiola Dourada veio dar um novo ânimo à malta, mas foi feito por alguém de fora, por muito que tenha origens portuguesas. Os portugueses gostam de drama, pornografia e de muitas asneiras. É este o estereótipo e, regra geral, infelizmente é sustentado. São filmes que nos deixam maldispostos por muito que possam ser pseudo-hipsters. Mas este filme de José Pedro Vasconcelos, embora não seja genial, tem coisas muito boas. Tem falhas. Tem clichés. Certo. Mas também tem uma interpretação maravilhosa de Maria do Céu Guerra e de João Jesus. É positivo e é bonito. A cumplicidade entre os dois atores também realça a história, diga-se de passagem. Não se preocupem que não vou contar nada, apenas dizer-vos porque devem ver...

Este é um filme que vale pelo amor que passa. Eu gostei muito. Se calhar porque me revi na história da senhora, porque hoje percebo o que é termos alguém em casa que depende de nós, mas que nos momentos lúcidos se sente um estorvo. Hoje percebo o que é ter pessoas à nossa volta que só se preocupam com o dinheiro em vez de pensarem no bem-estar daquela pessoa que hoje quase não reconhecemos. Gostei particularmente do momento em que o genro lhe disse algo deste género: “O lar é tão bom Rosinha, é um sonho…Quem me dera.” E a Rosa responde-lhe: “Então porque não vais?” (silêncio). “Mas se estás assim tão preocupado comigo, porque não me levam para vossa casa?”. “A rosinha sabe perfeitamente que não temos condições.” “Balelas, balelas, balelas, balelas, balelas” remata a protagonista. E aqueles que não podem argumentar? Quem os defende? A velhice é chata, é dolorosa, é triste. Mas existe, e fechar os olhos ou abandonar velhinhos nos hospitais (como me contaram que acontece todos os dias) é um sinal de que a nossa sociedade está completamente cega. Aquela pessoa agora precisa de nós. Nós já precisámos dela. A minha avó levou-me vezes sem conta ao jardim, comprou pão para eu dar aos patos e milho para eu dar os pombos. Levou-me vezes sem conta pela mão e fez-me as vontades sempre. Hoje está ali, sentadita, e só precisa de amor; de sentir que a amamos. 


Mas voltando ao filme, este é um filme obrigatório para muitos portugueses que são egoístas. E é um filme para os que amam, pois vão sentir que estão no caminho certo. Porque no fundo todos temos um bocadinho das nossas avós na Rosinha… E porque não nos podem restar outras opções senão a de cair de pé, como os gatos, sem vertigens.


Eu ia continuar a escrever sobre o resto dos filmes mas acho que este post já vai longo, por isso fica prometido que ainda esta semana volto para falar do Fury, do Gone Girl e do Magia ao luar.



Entretanto um aparte: a vencedora do passatempo da women’secret é a Catarina Vieira. Parabéns Catarina! Quanto aos outros participantes, um novo passatempo Women'Secret está quase a estalar…

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Uma vez, quando era pequenina, ofereceram um livro com este título à minha mãe. E, se na altura não o percebi, alguns anos depois ficou tudo claro como água de nascente. 

Imaginem o seguinte cenário: as mulheres têm dias mais sensíveis, delicados, e não precisam de estar naquela altura do mês. (E muito menos que lhes digam isso!) Há dias em que, simplesmente, precisam daquele mimo, de atenção, da palavra certa. O problema dos homens? Além de nunca se aperceberem disso…é que nunca lêem nas nossas entrelinhas, nem fazem o mínimo esforço por nos decifrarem. “Isto passa, deixa-me estar”, dizemos. E ele faz exactamente o que lhe pedimos…Ora bem, se dizemos, deixa estar, está tudo bem, deixa-me ficar sozinha, ou algo na mesma linha, regra geral é precisamente o oposto daquilo que queremos que façam!


E, apesar de o saberem, porque não me venham com tretas os homens sabem-no, reagem sempre da mesma maneira. Deixam-nos mesmo ficar a curtir a nossa neura...Conclusão? Aumentam a dimensão do problema. Esperamos e desesperamos que nos procurem. (Regra geral não somos muito pacientes). E quando lhes perguntamos indiretamente (diretamente para nós) porque não nos procurou a resposta vai sempre por aqui: “Disseste para te deixar estar e eu deixei”.


E nós tentamos explicar que quando uma mulher diz isto, o que quer dizer é um bocadinho diferente. E eles respondem: "Então porque não diz?"

Macacão: Relish
Mala: Aldo
Sapatos: Aldo 
Óculos de Sol: Aldo

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014


Se há coisa que nos está no sangue é a maquilhagem (e os sapatos, claro!). Há, certamente poucas mulheres que dispensam uma tarde com amigas a testar produtos e a fazer experiências. Foi exatamente isso que fiz com a Helena, no Domingo passado. Enquanto lá fora a chuva caía abundantemente…nós aquecíamos a alma com maquilhagem da Mary Kay.


Gostei particularmente de dois produtos: 

1) O batom do cieiro com um toque de cor (triple layer tinted balm - orange you lovely 074047) que é mesmo um hidratante mas dá um tom bonito aos lábios. Tenho-o usado todos os dias e vou continuar a fazê-lo, sobretudo no Inverno, porque o considero um básico na maquilhagem... 

2) E o eyeliner azul. Nunca na vida me imaginei com um eyeliner que não preto (acreditem!) mas experimentei este da Mary Kay (porque não?) E gostei, gostei ao ponto de considerar usá-lo no dia-a-dia, já que nas morenas este tom realça o nosso olhar.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014


…e porque durante a semana não há tempo para grandes experiências culinárias, aqui ficam 2 receitas simples e saborosas, criadas por Mafalda Rodrigues, nutricionista por vocação e chef por amor.


Mafalda lembra-se claramente: mal sabia dar os primeiros passos e já era para o lagar dos avós na sua herdade do Ribatejo que corria lançada. Sempre gostou de “mexer em tudo o que se relacionasse com a cozinha”, explica. A bisavó ensinou-a a sentir os sabores e a ligar os vinhos com os pratos. Mafalda foi mais longe e começou a aventurar-se nas receitas e a acrescentar ingredientes às tradições da família. E se, no início, as pessoas lá de casa duvidaram das inovações, rapidamente começaram a dar-lhe ouvidos e a deixá-la “pôr as mãos na massa”. Hoje é nutricionista e lançou recentemente o seu primeiro livro sobre cozinha, intitulado “Gourmet em Casa”. Uma obra que surge pela vontade de partilhar e de explicar que cozinhar para alguém não precisa de ser uma obrigação, podendo antes tornar-se um gesto de amor. A jovem nutricionista experimentou todas as receitas presentes no livro com amigos e família e não esconde que uma das melhores coisas da cozinha é poder provar o sorriso de satisfação e o ar deliciado no rosto de alguém. “O que diferencia o meu livro dos outros é que o ingrediente principal de cada prato não é um alimento, é a atenção que colocamos no que estamos a cozinhar para alguém.”


Cogumelos recheados com ricotta e salada de rúcula (4 pessoas)

Ingredientes:
32 cogumelos brancos médios
200g de fiambre aos cubos
200g de queijo ricotta
4 colheres de sopa de Azeite
2 cebolas
Sal
Pimenta
120g de rúcula selvagem
Vinagre Balsâmico



Preparação
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Num tacho, coloque 4 colheres de sopa de azeite e as cebolas picadas. Deixe alourar e junte o fiambre mexendo até ficar dourado. Retire do lume e envolva o refogado em queijo ricotta.
Lave muito bem os cogumelos e corte os seus talos. Recheie-os com o preparado de fiambre e ricotta, tempere com sal e pimenta e leve ao forno por 15 minutos.
Junte ao cogumelos uma salada de rúcula selvagem temperada com sal, pimenta, azeite e vinagre balsâmico.


Taça de iogurte com maracujá e amêndoas  (4 pessoas)

Ingredientes
Polpa de 4 maracujás
4 colheres de sobremesa de amêndoas picadas
500g iogurte sólido natural

Preparação:
Corte os maracujás ao meio e com a ajuda de uma colher, retire a sua polpa para dentro de uma taça. Sobreponha com um iogurte natural e polvilhe com amêndoas picadas. Se gostar pode ainda colocar um fio de mel mas o maracujá, normalmente, já é bastante doce.


Para além destas duas receitas, podem ainda ganhar um livro da Mafalda, bastando para isso que sejam fãs da página Goumet em Casa e da Pegada Feminina no facebook. Por fim, preencham o formulário abaixo e boa sorte!

O passatempo termina dia 3 de Novembro.  

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

A semana está a chegar ao fim… mas a energia anda escassa por estes lados. Por isso, andei a fazer umas pesquisas na Internet para ajudar (de forma natural) a concentrar-me e a ter mais energia. Sabem aqueles dias em que dormiram mal e se sentem cansadas ou pouco produtivas? Deixo-vos alguns truques que descobri:


1) Pastilhas elásticas:  Sim, apesar dos dentistas poderem contestar a verdade é que as pastilhas elásticas, em particular as de menta, ajudam a estimular o sistema nervoso. O ato de mascar uma pastilha elástica aumenta a frequência cardíaca e ajuda a estimular o cérebro para se concentrar, resultando num aumento da produtividade. (Eu bem me lembro do meu pai comer uma pastilha elástica nas grandes viagens porque alguém lhe tinha dito que ajudava a lutar contra o sono…)

2) Dar um passeio: Ok, nem sempre podemos abandonar a nossa secretária, mas acreditem que dar uma volta rápida (mesmo que seja só até ao outro lado da rua) ajuda a mudar o nosso estado de espírito e está provado que desenvolve a nossa capacidade de pensar de forma criativa. Qualquer exercício, seja ele qual for, aumenta as substâncias químicas do cérebro (como a dopamina e a serotonina que são responsáveis pela emoção positiva e pelo aumento de energia).

3) Magnésio - A deficiência de magnésio está diretamente relacionada com baixos níveis de energia, e também torna os exercícios mais difíceis. Quando temos pouco magnésio, o nosso corpo precisa de mais oxigénio e de fazer um maior esforço para realizar a tarefa. Portanto, seja com nozes, cereais integrais ou bananas… tudo vale para mantermos os níveis deste mineral bem no alto e a fadiga longe dos nossos corpos.

4) Beber mais água – (não apenas por uma questão celulítica!) Mantermo-nos hidratados é essencial para ter todo o nosso corpo a funcionar. Basta uma ligeira desidratação para se ficar com alguma fadiga. Muitas vezes, as dores de cabeça são falta de hidratação. Sabiam? Devemos beber oito a nove copos de água diários e as frutas cítricas podem ser uma boa opção para adicionar na nossa garrafa de água e torna-la mais apetecível…isso ou chás!

5) Comer um kiwi – Um estudo das frutas mais consumidas concluiu que o kiwi é uma das frutas mais ricas em nutrientes já que aumenta a capacidade do corpo para estabilizar o açúcar no sangue e satisfaz as necessidades de vitaminas diárias.

6) Cheirar canela – ok, isto dito assim pode não soar lindamente, mas alguns aromas têm sido apontados por reduzirem a fadiga e aumentarem o sentido de alerta. E a canela e a hortelã motivam-nos e tornam-nos mais energéticos. 

Para já, e de forma imediata, se tiverem fim-de-semana: descansem, muito! 
 
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